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Linux

Junior SMS- 20 de agosto de 2020
Como instalar o Ubuntu 20.04 em RAID via software (mdraid)
Neste tutorial vamos instalar o Ubuntu em modo RAID (Redundant Array of Independed Disks). Se você se interessou pelo assunto e chegou até esta publicação, presumo que já saiba o que é RAID, qual sua finalidade e os prós e contras de se utilizar esta tecnologia. Portanto, não vou discorrer aqui sobre o assunto em si, apenas limitando-me a guiá-lo pelos passos necessários para uma instalação correta do sistema, no caso, o Ubuntu 20.04.Este procedimento também foi utilizado com sucesso para instalação do Ubuntu 19.10 e Linux Mint 19.3. Acredito ser possível utilizá-lo, com as devidas adaptações, para outras versões e/ou distribuições, baseadas ou não no Debian.Primeiramente, baixe a ISO do Ubuntu, crie a mídia de instalação (Pendrive, DVD etc.) e inicie sua máquina por ela. A partir deste momento, os procedimentos serão realizados na versão live do sistema. Na configuração escolhida, será utilizado um arquivo para memória swap (swapfile). Portanto, não será destinada nenhuma partição para este fim. Mas se desejar, pode fazê-lo, tanto criando uma partição RAID ou um espaço em disco regular. Ainda, mesmo que seu equipamento possua UEFI BIOS, não será necessária a criação de uma partição EFI para configuração do boot. Ignore os avisos de ausência desta partição durante a instalação do sistema e prossiga normalmente. Se seu sistema possuir LEGACY BIOS, não serão apresentados estes avisos e você pode seguir com a instalação normalmente também. No presente caso, optei pelo RAID 0 em três arrays, sendo os dois primeiros com 3 SSDs e o terceiro com 2 HDDs (vide abaixo), mas você pode seguir os mesmos passos para diferentes tipos de RAID e para uma quantidade diferente de drives.SSD Sandisk 120 GB - /dev/sda SSD Sandisk 120 GB - /dev/sdb SSD Sandisk 240 GB - /dev/sdc HDD Samsung 1 TB - /dev/sdd HDD Seagate 1 TB - /dev/sdeLembre-se de fazer as adaptações para o seu setup de discos, observando, inclusive e principalmente, a nomenclatura dos discos (sda, sdb...) do seu sistema.Para a construção dos arrays é imprescindível que as partições sejam criadas exatamente com o mesmo tamanho e, obviamente, no mesmo formato. No meu caso, ao final do processo, a configuração ficou da seguinte forma:Partição md0 (RAID) 60GB (3x20GB - SSD) - Instalação do Sistema (/) sda1 + sdb1 + sdc1Partição md1 (RAID) 300GB (3x100GB - SSD) sda2 + sdb2 + sdc2Partição sdc3 120GB Partição md2 (RAID) 2TB (2x1TB - HDD) sdd1 + sde1Criação das partições A primeira coisa a se fazer é criar as partições, o que pode ser feito utilzando-se o terminal ou pela interface gráfica através do GParted (disponível na versão live do Ubuntu). No caso, vamos utilizar a interface gráfica, que torna mais fácil a compreensão e visualização do resultado. Para cada array, repete-se o processo demonstrado na sequência. Neste primeiro, criaremos as partições RAID md0 e md1 dos SSDs, com 60GB e 300GB, respectivamente.Abra o GParted e selecione o primeiro drive (sda) e exclua as partições existentes; Repita o processo para cada drive a ser utilizado (sdb, sdc...); Volte ao drive 1 (sda) e crie a primeira partição (sda1) - No meu caso, 20 GB; Agora crie a segunda partição (sda2) - No meu caso, 100 GB; Repita o processo para os demais drives da array, criando as partições sdb1, sdb2 (...), sdc1, sdc2 (...) etc., sempre com o mesmo tamanho em cada drive, ou seja, sda1 = sdb1 = sdc1, sda2 = sdb2 = sdc2 e assim por diante.Após a criação das partições, os drives devem ter a seguinte configuração (à exceção dos mount points, que neste momento ainda não aparecerão):Note que, no meu caso, o drive sdc ficou com 3 partições, sendo que somente a sdc1 e a sdc2 serão utilizadas na criação das arrays. Criando as partições RAID Para a criação das partições RAID vamos utilizar o terminal, já que a aplicação para este fim (mdadm) não possui interface gráfica. Primeiramente, para facilitar todo o processo, vamos utilizar diretamente o usuário root da live do Ubuntu digitando no terminal (sem aspas) "sudo su". Agora, vamos criar o /dev/md0, que será a partição utilizada para a instalação do sistema (/). No presente caso, ela terá 60 GB, sendo 20 GB de cada SSD. Primeiramente, verifique se o mdadm está instalado. Se não estiver, instale-o através do terminal com o comando: apt-get update && apt install mdadmPara a criação da primeira partição RAID (md0 - 60 GB), digite no terminal o seguinte comando (fazendo as adaptações para o seu caso e digitando "s" (ou "y") para cada confirmação): mdadm --create /dev/md0 --level=0 --raid-devices=3 /dev/sda1 /dev/sdb1 /dev/sdc1No comando acima, temos md0 sendo o nome da partição, level=0 o tipo de RAID, raid-devices=3 a quantidade de drives utilizados na array e /dev/sda1 /dev/sdb1 /dev/sdc1 (etc.) o caminho de cada partição. Na segunda partição RAID (md1 - 300 GB), temos: mdadm --create /dev/md1 --level=0 --raid-devices=3 /dev/sda2 /dev/sdb2 /dev/sdc2Finalizado este processo, vamos conferir se os drives RAID foram criados com sucesso digitando: cat /proc/mdstatO resultado deverá ser algo semelhante à:Formatando as partições Vamos agora formatar as partições, que, no presente caso, serão no formato ext4. Para formatar a primeira partição (md0), digite no terminal: mkfs.ext4 /dev/md0Para formatar a segunda partição (md1), digite: mkfs.ext4 /dev/md1Criando a terceira array Para a criação da terceira array (md2 / 2TB / HDDs), repita o processo realizado para os SSDs fazendo as alterações necessárias. Se não for o seu caso, simplesmente ignore esta etapa e prossiga com a instalação do sistema. Instalando o sistema Agora que temos os arrays criados e suas partições devidamente formatadas, partiremos para a instalação do sistema digitando no terminal (sem aspas) "ubiquity -b". Na sequência, será aberta o guia de instalação do Ubuntu. Faça a instalação do sistema "normalmente", marcando "Opção Avançada" no tipo de instalação, escolhendo a partição md0 para o ponto de montagem "/" do sistema e selecionando a opção de formatar. Opcionalmente, você pode definir a partição md1 para "/home". Mas, se você não deseja separar a pasta home da instalação do sistema, simplesmente não defina nenhum local para sua instalação. Assim, ela será criada no mesmo drive de instalação do sistema.IMPORTANTE!!! Ao final da instalação, NÃO REINICIE O SISTEMA!!! Se o sistema for reiniciado neste momento, ocorrerá um erro de boot e todo o trabalho será perdido. Portanto, ao final da instalação, escolha "Continuar Testando o Ubuntu".Reparando o GRUB no Ubuntu instalado Vamos agora reparar o GRUB para que o sistema inicie normalmente. Primeiramente, vamos preparar o Ubuntu para o chroot ("entrar" no Ubuntu instalado) montando a partição da instalação do Ubuntu. Abra novamente o terminal e digite: mount /dev/md0 /mntNa sequência, vamos montar o sys e o proc também no /mnt: for i in /dev /dev/pts /sys /proc; do mount --bind $i /mnt/$i; doneNo caso do resolv.conf estar vazio na instalação do Ubuntu, vamos configurar o nameserver manualmente. Digite: cat /mnt/etc/resolv.confSe o resultado for nulo, ou seja, se não aparecer nada como resultado, digite: echo "nameserver 1.1.1.1" > /mnt/etc/resolv.confNa sequência, vamos "entrar" no Ubuntu instalado e fazer as configurações. Digite no terminal: chroot /mntFeito isto, já estaremos "dentro" da sua instalação do Ubuntu e a partir de agora todos os comandos serão executados na sua instalação do Ubuntu e não na live do sistema. A primeira coisa a se fazer é a instalação do mdadm. Digite, portanto: apt-get install mdadmAguarde o final da instalação. Caso ocorram alguns erros, ignore-os. Certamente são relacionados à dispositivos USB adicionais e nada têm a ver com a instalação.IMPORTANTE: Quando o mdadm foi instalado dentro da instalação do Ubuntu em md0, o initramfs do Kernel foi criado, as configurações do GRUB foram realizadas, assim como o mdadm.conf foi escrito. Obviamente, durante a instalação "normal" do Ubuntu estes passos foram ignorados, já que o mdadm ainda não havia sido instalado.Verificação Vamos verificar se tudo está instalado e configurado corretamente antes de reiniciarmos o sistema. Digite no terminal: ll /boot/grub/O resultado será algo parecido com:Se tudo correu bem, deverá aparecer o arquivo grub.cfg (linha 5 na imagem acima). Caso contrário, o boot não será possível. Finalizando as configurações Vamos agora, e finalmente, instalar o GRUB nos drives físicos (sda, sdb, sdc etc.) digitando no terminal o comando a seguir e SUBSTITUINDO O 'X' para cada drive utilizado na criação dos arrays: grub-install /dev/sdXObservação importante: Faça isto para cada drive (sda, sdb, sdc...) utilizado na criação da partição RAID onde foi realizada a instalação do sistema (/). Se nenhum erro ocorreu, podemos "sair" do Ubuntu instalado digitando (sem aspas) "exit" e reiniciar o sistema digitando (sem aspas) "reboot". Se tudo correu bem, seu sistema iniciará normalmente em modo RAID e as demais partições (RAID ou não) criadas apareceção na nova instalação. No meu caso, através do gnome-disk-utility, temos:Repare que aparecem os drives "originais" (2 de 120 GB, 1 de 240 GB e 2 de 1 TB) utilizados para a criação das partições RAID, bem como os arrays (md/2 de 2 TB, md/0 de 60 GB e md/1 de 300 GB). Lembre-se que no futuro, caso precise por qualquer motivo alterar o initramfs ou o GRUB, é necessário reinstalar o GRUB nos drives físicos novamente (grub-install /dev/sda etc.). Ainda, se precisar reinstalar seu sistema que já está em RAID, repita o processo à exceção da formatação dos drives. Assim você pode inclusive manter seus arquivos nos drives (RAID ou não) onde não está instalada a base do sistema (/).

Junior SMS- 01 de agosto de 2020
Como alterar a velocidade do scroll (rolagem) do mouse
Algumas pessoas reclamam que a velocidade de rolagem (ou scroll) do seu mouse no Linux é muito lenta. Isto torna-se ainda mais incômodo durante a utilização de navegadores de internet, quando o recurso é amplamente utilizado. Se este é o seu caso, aprenda neste tutorial como configurar seu mouse aumentando a velocidade da rolagem. A maneira mais simples de se realizar a configuração é com a utilização de um aplicativo - o imwheel - que roda em segundo plano e altera as configurações do seu mouse. Este aplicativo está disponível para download nos repositórios (ou servidores) da maioria das distribuições Linux. Neste tutorial vamos utilizar o Linux Mint, mas basta fazer as adaptações para sua distro e o processo funcionará corretamente. Instalação No caso do Mint, basta abrir sua loja e procurar por imwheel. Clicar, então, no programa e na próxima página clicar em instalar. Se você utiliza outra distribuição Linux (baseada em Debian) e não encontrar, tente instalar pelo terminal utilizando o comando sudo apt-get update && apt install imwheelApós instalado, você não encontrará o aplicativo no menu do seu sistema, já que ele não possui interface gráfica. Ele precisa ser iniciado pelo terminal digitando-se apenas imwheel. Mas você pode, como demonstraremos a seguir, colocar sua inicialização automática, fazendo que ele seja iniciado junto com seu sistema sempre que ligá-lo. Configuração As configurações do imwheel são realizadas através de um arquivo de texto contendo as instruções que o programa irá seguir. Confira a seguir como alterar ou substituir este arquivo. Primeiramente abra seu gestor de arquivos. Ele certamente vai exibir sua pasta de usuário na inicialização (a pasta com seu nome de usuário). Exiba os arquivos ocultos do sistema teclando CRTL + h ou, no caso do Linux Mint, clicando num espaço vazio da janela com botão direito do mouse e escolhendo a opção "Exibir arquivos ocultos". Se o imwheel já estiver instalado, você vai encotrar um arquivo chamado .imwheelrc (sim, com um ponto no início - isto indica arquivos ocultos no Linux).Se preferir, pode BAIXAR O ARQUIVO AQUI, descompactando-o em seguida. Mas lembre-se que ele somente será exibido depois que você optar por exibir arquivos ocultos.Se desejar fazer a configuração diretamente no seu sistema, clique duas vezes no arquivo .imwheelrc para abrir. Será exibida uma janela solicitando que você confirme se deseja mostrar ou executar. Escolha a opção "Mostrar" e o arquivo será aberto no editor de texto padrão do sistema. Com o arquivo aberto, substitua, fazendo as correções/adaptações pertinentes para seu sistema, tudo o que estiver no seu conteúdo por: "^firefox$"None, Up, Button4, 4None, Down, Button5, 4Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right "^brave-browser$"None, Up, Button4, 4None, Down, Button5, 4Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right "^qutebrowser$"None, Up, Button4, 4None, Down, Button5, 4Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right "^st$"None, Up, Button4, 4None, Down, Button5, 4Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right "^alacritty$"None, Up, Button4, 4None, Down, Button5, 4Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right ".*"Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right Note que é possível configurar o imwheel personalizadamente para cada aplicação. No exemplo oferecido, foram feitas configurações para vários aplicativos (firefox, brave, qutebrowser, st (suckless terminal) e alacritty), sendo o último bloco (iniciado com ".*") válido para todo o sistema. Atente para a sintaxe a ser aplicada a cada aplicação, ou seja, a primeira linha, que contem o nome da aplicação: "^NOME_DA_APLICAÇÃO$". Agora, é salvar e fechar seu editor de texto. Em seguida, tecle novamente CTRL + h para ocultar novamente os arquivos, já que deixá-los à mostra pode fazer com você acidentalmente exclua algum arquivo e acabe danificando seu sistema. Inicialização automática Para que você não precise iniciar o imwheel manualmente pelo terminal ou janela de comando toda vez que ligar seu PC, vamos agora configurá-lo para que ele inicie junto com seu sistema. No passo-a-passo a seguir vamos utillizar o Linux Mint como exemplo, mas em praticamente todas as distros existe a possibilidade de configuração. Vá ao menu do seu sistema, selecione Preferências e abra "Aplicativos da Inicialização".Aplicativos da Inicialização Na janela exibida clique no sinal de + bem embaixo e escolha "Comando personalizado". Preencha os dados solicitados colocando imwheel tanto para o nome quanto para o comando (vide figura abaixo), clicando em "Adicionar" em seguida.Parâmetros do imwheelFinalmente, para que você não precise reiniciar seu PC neste momento, execute o imwheel manualmente - SOMENTE ESTA VEZ - teclando ALT + F2 e digitando imwheel na janela de comando que aparecer.Agora está tudo pronto! Seu mouse já está (re)configurado e na próxima vez que iniciar seu sistema o imwheel já estará rodando automaticamente. Desinstalação Caso as alterações realizadas não sejam as que você desejava e resolva deixar de usar o imwheel, basta interromper e remover o programa digitando no seu terminal os seguintes comandos: sudo kill imwheelsudo apt remove --purge imwheel

Junior SMS- 26 de julho de 2020
Como corrigir a escala da interface de aplicativos
Às vezes, pela variedade de interfaces e diferentes linguagens de programação no universo Linux, alguns de seus aplicativos podem apresentar uma escala maior na sua interface com botões e ícones grandes e despropocionais. Embora seja um problema simples, acaba por inviabilizar a utilização de alguns aplicativos, inclusive os bem comuns como VLC Media Player, o Kid3-qt ou QBTorrent. VLC com interface fora de escala Kid3 com interface fora de escala qBittorrent com interface fora de escalaConfira a seguir, em poucos passos e através do terminal, como corrigir este problema: Abra o terminal através do menu da sua distro ou tecle CRTL+ALT+t; Digite o comando a seguir teclando ENTER e entrando com sua senha. sudo -H /bin/bashAgora vamos criar o arquivo configuração digitando echo export QT_AUTO_SCREEN_SCALE_FACTOR=0 >> gnome-qt.shPara conferir se seu arquivo foi criado com sucesso, digite cat gnome-qt.shSe o resultado foi "export QT_AUTO_SCREEN_SCALE_FACTOR=0", tudo correu bem. Se não, repita o processo; Vamos agora mover o arquivo para a pasta correta do sistema. Para tanto, digite o comando a seguir substituindo USUÁRIO pelo seu nome de usuário. sudo mv '/home/USUÁRIO/Desktop/gnome-qt.sh' /etc/profile.dAgora você pode fechar o terminal e reiniciar seu computador para que as novas configurações tenham efeito e seus aplicativos voltem a ter sua aparência normal.

Junior SMS- 23 de março de 2020
Atualize seu Linux Mint automaticamente
Manter qualquer sistema operacional atualizado é sempre recomendável, já que correções de falhas, inclusive e principalmente de segurança, adições de novas funcionalidades, melhorias tanto no sistema em si quanto em seus aplicativos são disponibilizadas constantemente. Assim, se você quiser ter seu sistema sempre atualizado com os pacotes de software mais novos disponíveis nos repositórios do Linux Mint, existe uma ferramenta que pode ajudá-lo nesta tarefa, deixando tudo automatizado. Para tanto, basta ir ao menu do seu sistema, selecionar Administração e clicar em Gerenciador de Atualizações.Gerenciador de Atualizações - Linux Mint Em seguida, clique em Editar no menu superior e abra Preferências. Será exibida a tela a seguir, na qual você deve selecionar a aba Automação.Atualizações Automáticas Ative as atualizações automáticas através do botão à direita e digite sua senha quando o sistema solicitar. Logo abaixo, em Manutenção Automática, você pode ainda ativar a opção de remover Kernels (o "coração" do sistema operacional) antigos, já que ele também é atualizado constantemente e as versões antigas são mantidas por padrão. Isto acontence porque, no caso de falha na nova versão, é possível retornar à antiga. Mas fique tranquilo em ativar esta opção, já que mesmo selecionada, a remoção automática de Kernel sempre deixa a versão antiga mais recente de backup, excluindo as demais.Embora seja (bastante) raro a ocorrência de falhas no sistema devido à atualizações, observe qua aparece uma barra em destaque na parte superior da janela recomendando que você ative o backup automático do sistema ao ativar as atualizações automáticas.Agora que você configurou seu sistema para se atualizar automaticamente, as mensagens de notificação de novas versões de pacotes não mais serão exibidas e você estará seguro com seu Linux Mint sempre em dia.

Junior SMS- 02 de março de 2020
Linux Mint - Definitivamente o melhor para iniciantes
O Linux Mint é, sem dúvida, a distribuição - ou distro - mais recomendada (e utilizada) por quem está iniciando no universo Linux. E não é por acaso. A considerável similaridade de sua interface com Microsoft Windows é fator decisivo na escolha daqueles que pretendem migrar para a plataforma Linux. Como em qualquer mudança, o processo de adaptação pode ser complicado no início. Então, facilitar este processo trilhando caminhos não tão diferentes dos atuais pode ajudar bastante. E é exatamente neste ponto que o Linux Mint sai na frente das demais distribuições, oferecendo ao novo usuário uma interface bastante intuitiva e de fácil compreensão, principalmente àqueles que vem do Microsoft Windows. Um breve histórico O Mint nasceu em meados de 2006 pelas mãos de Clement Lefebvre, o francês líder e criador do projeto, sendo à época baseado no Kubuntu Dapper (uma das variações do projeto Ubuntu). Não era, no entanto, um sistema muito estável e somente em sua segunda versão, no final do mesmo ano e baseado em outra versão do Ubuntu, apareceu com várias melhorias e maior estabilidade. Desde então, ano após ano e com o lançamento de novas versões, foi ganhando adeptos no mundo inteiro, principalmente por oferecer soluções e facilidades que a versão do Ubuntu utilizada como base não oferecia, como CODECs de áudio e vídeo, por exemplo. Uma das curiosidades da distro é a nomenclatura utilizada em cada versão, sempre um nome próprio feminino e em ordem alfabética. A primeira versão foi batizada de "Ada", sendo sucedida por Barbara, Bea, Bianca, Cassandra e assim por diante. A versão atual (em março de 2020) é a 19.3 - Tricia, recém lançada e baseada na versão 18.04 do Ubuntu.Linux Mint 1.0 - Ada (2006) O Mint e suas variações Várias distribuições Linux são disponibilizadas com interfaces gráficas diferentes, ou seja, a base do sistema é a mesma, mas a aparência é completamente diferente. Com o Linux Mint ocorre o mesmo e sua principal interface chama-se "Cinnamon". Ela foi desenvolvida pela própria equipe do Mint, sendo a interface principal do projeto e justamente a que mais se assemelha ao Microsoft Windows. Existem também outras duas opções, uma com interface gráfica Mate (pronuncia-se Ma-tey) e outra com a XFCE. Cada interface tem seus prós e contras, mas basicamente estas duas últimas destacam-se por sua "leveza", sendo indicadas para computadores antigos e/ou com pouco poder de processamento.Linux Mint 19.3 - Tricia com interface "Cinnamon" (2020) Mas não desanime acreditando que seu PC pode não ser suficiente para receber o Mint. Mesmo em sua versão principal - a Cinnamon - o Mint apresenta um bom desempenho em equipamentos bem modestos.Segundo consta do seu próprio site, o sistema requer apenas 1 GB de memória RAM e 15 GB de espaço em disco, sendo recomendado 2 GB de RAM e 20 GB de disco. Bastante pouco para um sistema tão robusto e completo, não?Download e instalação É bem verdade que a instalação de um sistema operacional pode ser a primeira grande dificuldade para uma grande parcela dos usuários de desktops. Mas se você já enfrentou este desafio instalando o Microsoft Windows, vai perceber que a instalação da grande maioria das distribuições Linux é tão ou mais simples que a do popular sistema da Microsoft. Em resumo, o processo é basicamente o mesmo: Baixar o sistema do site do desenvolvedor, criar uma mídia de instalação (como um DVD ou pendrive), iniciar a máquina por este dispositivo e seguir o passo-a-passo apresentado. É claro, não sem antes fazer um backup dos seus arquivos armazenados, se for o caso. Teste antes instalar As distribuições Linux, em quase sua totalidade, permitem, diferentemente dos outros sistemas operacionais, que você possa "experimentá-lo" antes de instalar. Ao iniciar a máquina com a mídia de instalação, você não se depara diretamente com o processo de instalação do sistema, como acontece com o Microsoft Windows ou Mac OS X. Na verdade, ele é iniciado exatamente da mesma forma como se tivesse sido instalado, mas "rodando" diretamente do pendrive ou DVD. Esta é uma forma bastante prática de conhecer o sistema sem sequer interferir na sua máquina. Você pode navegar pelo sistema, conhecer sua interface, instalar e executar programas, navegar na internet etc. Ao reiniciar seu PC, seu sistema original estará lá como antes, sem nenhuma alteração. É claro que qualquer coisa que você tenha feito dentro do sistema Linux não terá sido salva, mas este não é o intuito mesmo. Considerações finais Agora que você já sabe um pouco mais sobre o Linux Mint, e sabe que pode até se aventurar e conhecê-lo um pouco mais sem precisar instalá-lo em seu equipamento, entre no site do projeto em linuxmint.com e baixe agora mesmo uma de suas versões. Você vai descobrir que é muito mais fácil que imaginava.

Junior SMS- 24 de fevereiro de 2020
O que é Linux, afinal?
Assim como o Microsoft Windows, o Mac OS ou o iOS, podemos dizer, de forma genérica e para fins didáticos, que o Linux também é um sistema operacional. Você pode não saber - ou até não acreditar - mas ele é o sistema operacional mais famoso do mundo! O Google Android, responsável por fazer funcionar 75% dos smartphones do planeta, é baseado no Linux. O Linux está presente em todo lugar, seja nos automóveis, supercomputadores, servidores, desktops, laptops, celulares e até em equipamentos caseiros, como TVs, home theaters e refrigeradores. De forma bastante simplificada, o sistema operacional é o "programa" que administra todos os recursos de hardware (processador, memórias, placas de áudio e vídeo etc.) inclusos no seu equipamento, seja ele qual for. Ele é responsável pela comunicação entre seu hardware e seu software e, portanto, sem esta interface nenhum dos seus programas preferidos iriam funcionar. Nos meados dos anos 90, o Linux tornou-se bastante popular, atravessando fronteiras e se espalhando pelo mundo todo, sendo um dos mais robustos, confiáveis e seguros sistemas operacionais existentes. O fato de ser gratuito - sim, ele é totalmente grátis! - com certeza colaborou para seu sucesso. O seu código-fonte, ou seja, a sua "receita" não é secreta, fazendo com que milhares de pessoas ao redor do mundo pudessem colaborar com seu desenvolvimento. Desta forma, sendo uma ferramenta livre, de código aberto e desenvolvida por diversas pessoas e empresas, acabaram por surgir o que convencionou-se chamar de distribuições - ou distros, que nada mais são que variações do sistema operacional, cada uma com seus propósitos, visuais e peculiaridades. A mais famosa, e que talvez você já deve ter ouvido falar, é o UBUNTU, uma distro desenvolvida por uma empresa, a Canonical. DistribuiçõesExiste uma infinidade de distribuições Linux, o que realmente é, sem dúvida, uma das grandes vantagens da plataforma. Por outro lado, para os novatos, a grande oferta de possibilidades pode dificultar o processo de escolha. Sem o mínimo de conhecimento fica bastante complicado para alguém ainda leigo optar por uma ou outra distro. Neste caso, o mais recomendável é uma breve pesquisa na internet acerca dos objetivos de cada usuário. Com certerza, existe um sabor que mais se adequa a cada perfil. Por outro lado, o que pode facilitar o processo é que, para a grande maioria das pessoas, três ou quatro das distros mais famosas contemplam praticamente tudo o que se precisa para uma experiência agradável e fácil adaptação, dependendo, obviamente, do nível de conhecimento acerca de computação em geral de cada indivíduo. A bem da verdade, a maioria das distribuições baseiam-se em três das grandes principais, tornando-se "derivadas" destas. Debian, Red Hat e Slackware são, por assim dizer, os avôs de grande parte das opções existentes. Este fato faz com que o funcionamento de cada distro dentro da sua "árvore genealógica" seja bastante parecido, tornando-se mais fácil a compreensão e usabilidade. Seguindo esta lógica, podemos dizer que atualmente três grandes distros são a base para um grande número de projetos: Debian, um de seus filhos, o Ubuntu, e o Red Hat talvez sejam responsáveis, direta ou indiretamente, por mais de 80% das instalações Linux do mercado não profissional, ou seja, excetuando-se servidores e data centers. Uma das distribuições mais escolhidas entre os novatos é o Linux Mint, um projeto baseado no Ubuntu. Esta predileção justifica-se pelo fato dela ter uma grande similaridade com Microsoft Windows, tornando o processo de adaptação bem mais rápido e fácil. Para saber um pouco mais desta distribuição, clique aqui. Por quê usar Linux?Sem dúvida, essa é uma das primeiras perguntas que qualquer pessoa se faz ao considerar a possibilidade de migrar para a plataforma."Por quê eu deveria me dar ao trabalho de aprender tudo a respeito de um sistema totalmente novo se o que eu utilizo desde sempre funciona bem?"A resposta a esta questão seria outra pergunta: O seu sistema atual REALMENTE funciona a contento? Ou você, vez ou outra vê-se numa batalha contra vírus, malwares, lentidão, travamentos, bugs, custos de reparo/formatação e aquisição de licenças? Se você se identificou com uma ou mais das questões acima, possivelmente o Linux é perfeito pra você. O Linux evoluiu como um dos mais confiáveis e estáveis sistemas operacionais do mundo. Isto, somado à baixísssima possibilidade de infecção por vírus e aliado ao custo zero de instalação faz do sistema do pinguim uma excelente opção para seu desk ou laptop. Ainda, você vai descobrir que praticamente todos os programas que você precisar - ou desejar - estão, dependendo da distro, a alguns cliques do mouse. A instalação de programas no Linux é muito, mas muito (!!!) simples. Praticamente todas as principais distros oferecem um loja de aplicativos, semelhante à do seu smartphone, contendo uma enorme variedade de programas, dos mais variados tipos e funções. É navegar, escolher e clicar em "instalar". Simples, rápido, livre de malwares e, melhor de tudo, gratuito! Por fim, uma das características mais interessantes do universo Linux, e do software livre em geral, é a possibilidade de personalização. Praticamente tudo no Linux é customizável. De uma simples mudança das cores do sistema, dos ícones ou toda interface gráfica, tudo pode ser alterado ao sabor do usuário. Você pode deixar o sistema "com a sua cara", nos mínimos detalhes, não precisando utilizar seu PC do jeito que pensaram pra você. Ok, mas quais são as desvantagens?Bem, como tudo na vida, poderá ser necessária, para uma migração completa, algumas renúncias. Talvez alguns dos seus programas preferidos não estejam disponíveis na versão Linux. Certamente, a principal falta que você poderá sentir é da suite Microsoft Office. Mas com um pouco de boa vontade, algumas das inúmeras alternativas existentes para o Linux podem suprir, e com sobra, suas necessidades. Outra demanda, um pouco mais específica, feita por vários dos usuários Linux é o pacote Adobe com seu Photoshop, Lightroom, Ilustrator, Premiere etc. Mas neste caso, enquanto a Adobe não os disponibiliza, também existem alternativas bastante interessantes e satisfatórias, como o GIMP, Inkscape, Blender e outros. E com uma grande vantagem: todos gratuitos! Conclusões(?!)É claro que num espaço tão pequeno como este seria impossível conserguir-se passar uma visão ampla e detalhada de um assunto tão extenso e complexo. Na verdade, a intenção nem era essa. O desejo aqui era - e espero ter conseguido - trazer até você um pouquinho de informação e derrubar alguns mitos. E por falar em mitos, aliás, um dos grandes (e que nem citei anteriormente) é o de que Linux é para experts ou programadores, sendo necessário o conhecimento de linhas de comando no temido terminal, aquela "tela preta com um cursor piscando". Já vai longe o tempo em que isso seria realmente necessário para uma utilização plena do sistema. As interfaces gráficas de hoje dispensam totalmente a obrigatoriedade de utilização do terminal, ainda que ele seja uma ferramenta fantástica pra quem deseja utilizá-lo. Depois de conhecer um pouco sobre o assunto você pode até continuar acreditando que o esforço natural de aprendizado quando se utiliza uma ferramenta nova não vale a pena. Sim, mudar completamente de ecossistema requer um pouco de dedicação e paciência, mas as vantagens e o ganho certamente serão recompensadores. Dê uma chance ao Tux, o charmoso pinguim e mascote do projeto, e descubra que é realmente fantástico poder escolher!