
Junior SMS- 20 de agosto de 2020
Como instalar o Ubuntu 20.04 em RAID via software (mdraid)
Neste tutorial vamos instalar o Ubuntu em modo RAID (Redundant Array of Independed Disks). Se você se interessou pelo assunto e chegou até esta publicação, presumo que já saiba o que é RAID, qual sua finalidade e os prós e contras de se utilizar esta tecnologia. Portanto, não vou discorrer aqui sobre o assunto em si, apenas limitando-me a guiá-lo pelos passos necessários para uma instalação correta do sistema, no caso, o Ubuntu 20.04.Este procedimento também foi utilizado com sucesso para instalação do Ubuntu 19.10 e Linux Mint 19.3. Acredito ser possível utilizá-lo, com as devidas adaptações, para outras versões e/ou distribuições, baseadas ou não no Debian.Primeiramente, baixe a ISO do Ubuntu, crie a mídia de instalação (Pendrive, DVD etc.) e inicie sua máquina por ela. A partir deste momento, os procedimentos serão realizados na versão live do sistema. Na configuração escolhida, será utilizado um arquivo para memória swap (swapfile). Portanto, não será destinada nenhuma partição para este fim. Mas se desejar, pode fazê-lo, tanto criando uma partição RAID ou um espaço em disco regular. Ainda, mesmo que seu equipamento possua UEFI BIOS, não será necessária a criação de uma partição EFI para configuração do boot. Ignore os avisos de ausência desta partição durante a instalação do sistema e prossiga normalmente. Se seu sistema possuir LEGACY BIOS, não serão apresentados estes avisos e você pode seguir com a instalação normalmente também. No presente caso, optei pelo RAID 0 em três arrays, sendo os dois primeiros com 3 SSDs e o terceiro com 2 HDDs (vide abaixo), mas você pode seguir os mesmos passos para diferentes tipos de RAID e para uma quantidade diferente de drives.SSD Sandisk 120 GB - /dev/sda SSD Sandisk 120 GB - /dev/sdb SSD Sandisk 240 GB - /dev/sdc HDD Samsung 1 TB - /dev/sdd HDD Seagate 1 TB - /dev/sdeLembre-se de fazer as adaptações para o seu setup de discos, observando, inclusive e principalmente, a nomenclatura dos discos (sda, sdb...) do seu sistema.Para a construção dos arrays é imprescindível que as partições sejam criadas exatamente com o mesmo tamanho e, obviamente, no mesmo formato. No meu caso, ao final do processo, a configuração ficou da seguinte forma:Partição md0 (RAID) 60GB (3x20GB - SSD) - Instalação do Sistema (/) sda1 + sdb1 + sdc1Partição md1 (RAID) 300GB (3x100GB - SSD) sda2 + sdb2 + sdc2Partição sdc3 120GB Partição md2 (RAID) 2TB (2x1TB - HDD) sdd1 + sde1Criação das partições A primeira coisa a se fazer é criar as partições, o que pode ser feito utilzando-se o terminal ou pela interface gráfica através do GParted (disponível na versão live do Ubuntu). No caso, vamos utilizar a interface gráfica, que torna mais fácil a compreensão e visualização do resultado. Para cada array, repete-se o processo demonstrado na sequência. Neste primeiro, criaremos as partições RAID md0 e md1 dos SSDs, com 60GB e 300GB, respectivamente.Abra o GParted e selecione o primeiro drive (sda) e exclua as partições existentes; Repita o processo para cada drive a ser utilizado (sdb, sdc...); Volte ao drive 1 (sda) e crie a primeira partição (sda1) - No meu caso, 20 GB; Agora crie a segunda partição (sda2) - No meu caso, 100 GB; Repita o processo para os demais drives da array, criando as partições sdb1, sdb2 (...), sdc1, sdc2 (...) etc., sempre com o mesmo tamanho em cada drive, ou seja, sda1 = sdb1 = sdc1, sda2 = sdb2 = sdc2 e assim por diante.Após a criação das partições, os drives devem ter a seguinte configuração (à exceção dos mount points, que neste momento ainda não aparecerão):Note que, no meu caso, o drive sdc ficou com 3 partições, sendo que somente a sdc1 e a sdc2 serão utilizadas na criação das arrays. Criando as partições RAID Para a criação das partições RAID vamos utilizar o terminal, já que a aplicação para este fim (mdadm) não possui interface gráfica. Primeiramente, para facilitar todo o processo, vamos utilizar diretamente o usuário root da live do Ubuntu digitando no terminal (sem aspas) "sudo su". Agora, vamos criar o /dev/md0, que será a partição utilizada para a instalação do sistema (/). No presente caso, ela terá 60 GB, sendo 20 GB de cada SSD. Primeiramente, verifique se o mdadm está instalado. Se não estiver, instale-o através do terminal com o comando: apt-get update && apt install mdadmPara a criação da primeira partição RAID (md0 - 60 GB), digite no terminal o seguinte comando (fazendo as adaptações para o seu caso e digitando "s" (ou "y") para cada confirmação): mdadm --create /dev/md0 --level=0 --raid-devices=3 /dev/sda1 /dev/sdb1 /dev/sdc1No comando acima, temos md0 sendo o nome da partição, level=0 o tipo de RAID, raid-devices=3 a quantidade de drives utilizados na array e /dev/sda1 /dev/sdb1 /dev/sdc1 (etc.) o caminho de cada partição. Na segunda partição RAID (md1 - 300 GB), temos: mdadm --create /dev/md1 --level=0 --raid-devices=3 /dev/sda2 /dev/sdb2 /dev/sdc2Finalizado este processo, vamos conferir se os drives RAID foram criados com sucesso digitando: cat /proc/mdstatO resultado deverá ser algo semelhante à:Formatando as partições Vamos agora formatar as partições, que, no presente caso, serão no formato ext4. Para formatar a primeira partição (md0), digite no terminal: mkfs.ext4 /dev/md0Para formatar a segunda partição (md1), digite: mkfs.ext4 /dev/md1Criando a terceira array Para a criação da terceira array (md2 / 2TB / HDDs), repita o processo realizado para os SSDs fazendo as alterações necessárias. Se não for o seu caso, simplesmente ignore esta etapa e prossiga com a instalação do sistema. Instalando o sistema Agora que temos os arrays criados e suas partições devidamente formatadas, partiremos para a instalação do sistema digitando no terminal (sem aspas) "ubiquity -b". Na sequência, será aberta o guia de instalação do Ubuntu. Faça a instalação do sistema "normalmente", marcando "Opção Avançada" no tipo de instalação, escolhendo a partição md0 para o ponto de montagem "/" do sistema e selecionando a opção de formatar. Opcionalmente, você pode definir a partição md1 para "/home". Mas, se você não deseja separar a pasta home da instalação do sistema, simplesmente não defina nenhum local para sua instalação. Assim, ela será criada no mesmo drive de instalação do sistema.IMPORTANTE!!! Ao final da instalação, NÃO REINICIE O SISTEMA!!! Se o sistema for reiniciado neste momento, ocorrerá um erro de boot e todo o trabalho será perdido. Portanto, ao final da instalação, escolha "Continuar Testando o Ubuntu".Reparando o GRUB no Ubuntu instalado Vamos agora reparar o GRUB para que o sistema inicie normalmente. Primeiramente, vamos preparar o Ubuntu para o chroot ("entrar" no Ubuntu instalado) montando a partição da instalação do Ubuntu. Abra novamente o terminal e digite: mount /dev/md0 /mntNa sequência, vamos montar o sys e o proc também no /mnt: for i in /dev /dev/pts /sys /proc; do mount --bind $i /mnt/$i; doneNo caso do resolv.conf estar vazio na instalação do Ubuntu, vamos configurar o nameserver manualmente. Digite: cat /mnt/etc/resolv.confSe o resultado for nulo, ou seja, se não aparecer nada como resultado, digite: echo "nameserver 1.1.1.1" > /mnt/etc/resolv.confNa sequência, vamos "entrar" no Ubuntu instalado e fazer as configurações. Digite no terminal: chroot /mntFeito isto, já estaremos "dentro" da sua instalação do Ubuntu e a partir de agora todos os comandos serão executados na sua instalação do Ubuntu e não na live do sistema. A primeira coisa a se fazer é a instalação do mdadm. Digite, portanto: apt-get install mdadmAguarde o final da instalação. Caso ocorram alguns erros, ignore-os. Certamente são relacionados à dispositivos USB adicionais e nada têm a ver com a instalação.IMPORTANTE: Quando o mdadm foi instalado dentro da instalação do Ubuntu em md0, o initramfs do Kernel foi criado, as configurações do GRUB foram realizadas, assim como o mdadm.conf foi escrito. Obviamente, durante a instalação "normal" do Ubuntu estes passos foram ignorados, já que o mdadm ainda não havia sido instalado.Verificação Vamos verificar se tudo está instalado e configurado corretamente antes de reiniciarmos o sistema. Digite no terminal: ll /boot/grub/O resultado será algo parecido com:Se tudo correu bem, deverá aparecer o arquivo grub.cfg (linha 5 na imagem acima). Caso contrário, o boot não será possível. Finalizando as configurações Vamos agora, e finalmente, instalar o GRUB nos drives físicos (sda, sdb, sdc etc.) digitando no terminal o comando a seguir e SUBSTITUINDO O 'X' para cada drive utilizado na criação dos arrays: grub-install /dev/sdXObservação importante: Faça isto para cada drive (sda, sdb, sdc...) utilizado na criação da partição RAID onde foi realizada a instalação do sistema (/). Se nenhum erro ocorreu, podemos "sair" do Ubuntu instalado digitando (sem aspas) "exit" e reiniciar o sistema digitando (sem aspas) "reboot". Se tudo correu bem, seu sistema iniciará normalmente em modo RAID e as demais partições (RAID ou não) criadas apareceção na nova instalação. No meu caso, através do gnome-disk-utility, temos:Repare que aparecem os drives "originais" (2 de 120 GB, 1 de 240 GB e 2 de 1 TB) utilizados para a criação das partições RAID, bem como os arrays (md/2 de 2 TB, md/0 de 60 GB e md/1 de 300 GB). Lembre-se que no futuro, caso precise por qualquer motivo alterar o initramfs ou o GRUB, é necessário reinstalar o GRUB nos drives físicos novamente (grub-install /dev/sda etc.). Ainda, se precisar reinstalar seu sistema que já está em RAID, repita o processo à exceção da formatação dos drives. Assim você pode inclusive manter seus arquivos nos drives (RAID ou não) onde não está instalada a base do sistema (/).

Junior SMS- 10 de agosto de 2020
Cadê meu "C - Cedilha"?!
Um dos problemas mais comuns pra quem utiliza o teclado no padrão ABNT ou "Inglês Internacional" em várias distribuições é a perda do "ç" teclando-se ' (apóstrofo) c. Quando isto acontece é exibido o caractere ć, utilizado nos alfabetos polaco, servo-croata, bielorrusso latino e sórbio. Nestes casos, é possível utilizar o caractere comum ao nosso idioma (ç) teclando-se simultaneamente ALTGr (ou ALT Direito) + , (vírgula). Mas, a bem verdade, não é uma forma muito prática de se digitar, além de não ser a maneira mais comum entre os brasileiros de se digitar o ç num teclado padrão "americano", ainda bastante comum no Brasil. Para corrigir este problema, vamos lançar mão do terminal, já que é a maneira mais rápida, prática e fácil. Se você não tem o costume de utilizar esta ferramenta, não se preocupe, basta seguir à risca os passos indicados que não tem erro. Vamos lá! Dicas para o Terminal:Para colar qualquer texto no terminal, substitua o CTRL+v por CTRL+SHIFT+v; Se você tentar fechar o terminal com qualquer arquivo aberto dentro dele, o sistema emitirá uma mensagem de confirmação. Cancele, feche o arquivo e só então feche o terminal; Se você fizer qualquer alteração dentro de arquivos pelo terminal e desejar fechar o arquivo SEM SALVAR, tecle CTRL + x e depois tecle a letra n.Editando os arquivos de configuraçãoArquivo de Configuração no Terminal Abra o terminal pelo menu da sua distribuição ou teclando CTRL+ALT+T; Agora digite o comando a seguir, tecle ENTER e então digite sua senha; sudo nano /usr/lib/x86_64-linux-gnu/gtk-3.0/3.0.0/immodules.cacheSe você digitou corretamente, será aberto um arquivo de texto dentro do terminal contendo várias linhas de código com parâmetros de configuração; Navegue COM AS SETAS DO SEU TECLADO (o terminal não aceita os cliques do mouse) até a linha em que começa com a palavra "cedilla" (vide figura); Acrescente no final desta linha :en, dentro das aspas. Você terá, então, algo parecido com "cedilla" "Cedilla" "gtk20" "/usr/share/locale" "az:ca:co:fr:gv:oc:pt:sq:tr:wa:en" (vide figura); Para salvar, digite CTRL + s e, para fechar, CTRL + x; REPITA o processo, agora para outro arquivo de configuração, digitando sudo nano /usr/lib/x86_64-linux-gnu/gtk-2.0/2.10.0/immodules.cacheEditando o arquivo de composição Neste caso, não será necessário acessar o arquivo e modificá-lo. Vamos apenas dar alguns comandos para que ele seja alterado. Para fazer um backup do arquivo original, digite no seu terminal sudo cp /usr/share/X11/locale/en_US.UTF-8/Compose /usr/share/X11/locale/en_US.UTF-8/Compose.bakAgora digite sed 's/ć/ç/g' < /usr/share/X11/locale/en_US.UTF-8/Compose | sed 's/Ć/Ç/g' > ComposePara finalizar, digite sudo mv Compose /usr/share/X11/locale/en_US.UTF-8/ComposeAinda não feche seu Terminal. Vamos para o passo seguinte. Instruindo o sistema a carregar as configuraçõesDigite o comando a sequir, tecle ENTER e então digite sua senha se for solicitada, teclando ENTER em seguida. sudo nano /etc/environmentSe você digitou tudo corretamente, será aberto um arquivo de texto dentro do terminal contendo uma ou várias linhas de código com parâmetros de configuração. Navegue COM AS SETAS DO SEU TECLADO até o final e acrescente as duas linhas abaixo (veja figura). GTK_IM_MODULE=cedillaQT_IM_MODULE=cedillaPara salvar, digite CTRL + s e, para fechar, CTRL + x; Por fim, vamos atualizar as configurações de localização e idioma do sistema. Digite no terminal os comandos abaixo pressionando ENTER após cada um deles. sudo locale-gen pt_BR.UTF-8export LC_CTYPE=pt_BR.UTF-8Agora basta fechar seu terminal e reiniciar seu sistema para que as configurações tenham efeito. Se tudo deu certo, você já pode utilizar seu teclado como sempre fez!

Junior SMS- 01 de agosto de 2020
Como alterar a velocidade do scroll (rolagem) do mouse
Algumas pessoas reclamam que a velocidade de rolagem (ou scroll) do seu mouse no Linux é muito lenta. Isto torna-se ainda mais incômodo durante a utilização de navegadores de internet, quando o recurso é amplamente utilizado. Se este é o seu caso, aprenda neste tutorial como configurar seu mouse aumentando a velocidade da rolagem. A maneira mais simples de se realizar a configuração é com a utilização de um aplicativo - o imwheel - que roda em segundo plano e altera as configurações do seu mouse. Este aplicativo está disponível para download nos repositórios (ou servidores) da maioria das distribuições Linux. Neste tutorial vamos utilizar o Linux Mint, mas basta fazer as adaptações para sua distro e o processo funcionará corretamente. Instalação No caso do Mint, basta abrir sua loja e procurar por imwheel. Clicar, então, no programa e na próxima página clicar em instalar. Se você utiliza outra distribuição Linux (baseada em Debian) e não encontrar, tente instalar pelo terminal utilizando o comando sudo apt-get update && apt install imwheelApós instalado, você não encontrará o aplicativo no menu do seu sistema, já que ele não possui interface gráfica. Ele precisa ser iniciado pelo terminal digitando-se apenas imwheel. Mas você pode, como demonstraremos a seguir, colocar sua inicialização automática, fazendo que ele seja iniciado junto com seu sistema sempre que ligá-lo. Configuração As configurações do imwheel são realizadas através de um arquivo de texto contendo as instruções que o programa irá seguir. Confira a seguir como alterar ou substituir este arquivo. Primeiramente abra seu gestor de arquivos. Ele certamente vai exibir sua pasta de usuário na inicialização (a pasta com seu nome de usuário). Exiba os arquivos ocultos do sistema teclando CRTL + h ou, no caso do Linux Mint, clicando num espaço vazio da janela com botão direito do mouse e escolhendo a opção "Exibir arquivos ocultos". Se o imwheel já estiver instalado, você vai encotrar um arquivo chamado .imwheelrc (sim, com um ponto no início - isto indica arquivos ocultos no Linux).Se preferir, pode BAIXAR O ARQUIVO AQUI, descompactando-o em seguida. Mas lembre-se que ele somente será exibido depois que você optar por exibir arquivos ocultos.Se desejar fazer a configuração diretamente no seu sistema, clique duas vezes no arquivo .imwheelrc para abrir. Será exibida uma janela solicitando que você confirme se deseja mostrar ou executar. Escolha a opção "Mostrar" e o arquivo será aberto no editor de texto padrão do sistema. Com o arquivo aberto, substitua, fazendo as correções/adaptações pertinentes para seu sistema, tudo o que estiver no seu conteúdo por: "^firefox$"None, Up, Button4, 4None, Down, Button5, 4Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right "^brave-browser$"None, Up, Button4, 4None, Down, Button5, 4Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right "^qutebrowser$"None, Up, Button4, 4None, Down, Button5, 4Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right "^st$"None, Up, Button4, 4None, Down, Button5, 4Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right "^alacritty$"None, Up, Button4, 4None, Down, Button5, 4Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right ".*"Control_L, Up, Control_L|Button4Control_L, Down, Control_L|Button5Shift_L, Up, Shift_L|Button4Shift_L, Down, Shift_L|Button5None, Thumb1, Alt_L|LeftNone, Thumb2, Alt_L|Right Note que é possível configurar o imwheel personalizadamente para cada aplicação. No exemplo oferecido, foram feitas configurações para vários aplicativos (firefox, brave, qutebrowser, st (suckless terminal) e alacritty), sendo o último bloco (iniciado com ".*") válido para todo o sistema. Atente para a sintaxe a ser aplicada a cada aplicação, ou seja, a primeira linha, que contem o nome da aplicação: "^NOME_DA_APLICAÇÃO$". Agora, é salvar e fechar seu editor de texto. Em seguida, tecle novamente CTRL + h para ocultar novamente os arquivos, já que deixá-los à mostra pode fazer com você acidentalmente exclua algum arquivo e acabe danificando seu sistema. Inicialização automática Para que você não precise iniciar o imwheel manualmente pelo terminal ou janela de comando toda vez que ligar seu PC, vamos agora configurá-lo para que ele inicie junto com seu sistema. No passo-a-passo a seguir vamos utillizar o Linux Mint como exemplo, mas em praticamente todas as distros existe a possibilidade de configuração. Vá ao menu do seu sistema, selecione Preferências e abra "Aplicativos da Inicialização".Aplicativos da Inicialização Na janela exibida clique no sinal de + bem embaixo e escolha "Comando personalizado". Preencha os dados solicitados colocando imwheel tanto para o nome quanto para o comando (vide figura abaixo), clicando em "Adicionar" em seguida.Parâmetros do imwheelFinalmente, para que você não precise reiniciar seu PC neste momento, execute o imwheel manualmente - SOMENTE ESTA VEZ - teclando ALT + F2 e digitando imwheel na janela de comando que aparecer.Agora está tudo pronto! Seu mouse já está (re)configurado e na próxima vez que iniciar seu sistema o imwheel já estará rodando automaticamente. Desinstalação Caso as alterações realizadas não sejam as que você desejava e resolva deixar de usar o imwheel, basta interromper e remover o programa digitando no seu terminal os seguintes comandos: sudo kill imwheelsudo apt remove --purge imwheel

Junior SMS- 26 de julho de 2020
Como corrigir a escala da interface de aplicativos
Às vezes, pela variedade de interfaces e diferentes linguagens de programação no universo Linux, alguns de seus aplicativos podem apresentar uma escala maior na sua interface com botões e ícones grandes e despropocionais. Embora seja um problema simples, acaba por inviabilizar a utilização de alguns aplicativos, inclusive os bem comuns como VLC Media Player, o Kid3-qt ou QBTorrent. VLC com interface fora de escala Kid3 com interface fora de escala qBittorrent com interface fora de escalaConfira a seguir, em poucos passos e através do terminal, como corrigir este problema: Abra o terminal através do menu da sua distro ou tecle CRTL+ALT+t; Digite o comando a seguir teclando ENTER e entrando com sua senha. sudo -H /bin/bashAgora vamos criar o arquivo configuração digitando echo export QT_AUTO_SCREEN_SCALE_FACTOR=0 >> gnome-qt.shPara conferir se seu arquivo foi criado com sucesso, digite cat gnome-qt.shSe o resultado foi "export QT_AUTO_SCREEN_SCALE_FACTOR=0", tudo correu bem. Se não, repita o processo; Vamos agora mover o arquivo para a pasta correta do sistema. Para tanto, digite o comando a seguir substituindo USUÁRIO pelo seu nome de usuário. sudo mv '/home/USUÁRIO/Desktop/gnome-qt.sh' /etc/profile.dAgora você pode fechar o terminal e reiniciar seu computador para que as novas configurações tenham efeito e seus aplicativos voltem a ter sua aparência normal.

Junior SMS- 23 de março de 2020
Atualize seu Linux Mint automaticamente
Manter qualquer sistema operacional atualizado é sempre recomendável, já que correções de falhas, inclusive e principalmente de segurança, adições de novas funcionalidades, melhorias tanto no sistema em si quanto em seus aplicativos são disponibilizadas constantemente. Assim, se você quiser ter seu sistema sempre atualizado com os pacotes de software mais novos disponíveis nos repositórios do Linux Mint, existe uma ferramenta que pode ajudá-lo nesta tarefa, deixando tudo automatizado. Para tanto, basta ir ao menu do seu sistema, selecionar Administração e clicar em Gerenciador de Atualizações.Gerenciador de Atualizações - Linux Mint Em seguida, clique em Editar no menu superior e abra Preferências. Será exibida a tela a seguir, na qual você deve selecionar a aba Automação.Atualizações Automáticas Ative as atualizações automáticas através do botão à direita e digite sua senha quando o sistema solicitar. Logo abaixo, em Manutenção Automática, você pode ainda ativar a opção de remover Kernels (o "coração" do sistema operacional) antigos, já que ele também é atualizado constantemente e as versões antigas são mantidas por padrão. Isto acontence porque, no caso de falha na nova versão, é possível retornar à antiga. Mas fique tranquilo em ativar esta opção, já que mesmo selecionada, a remoção automática de Kernel sempre deixa a versão antiga mais recente de backup, excluindo as demais.Embora seja (bastante) raro a ocorrência de falhas no sistema devido à atualizações, observe qua aparece uma barra em destaque na parte superior da janela recomendando que você ative o backup automático do sistema ao ativar as atualizações automáticas.Agora que você configurou seu sistema para se atualizar automaticamente, as mensagens de notificação de novas versões de pacotes não mais serão exibidas e você estará seguro com seu Linux Mint sempre em dia.